As estrelas cintilavam mais do que qualquer diamante do mundo inteiro, mesmo naqueles lugares nunca antes inundados pelo ar humano. Quer dizer, elas cintilavam bastante sim, mas eu só fiz a comparação porque elas raramente brilham assim aqui na cidade grande. Ou a gente raramente as percebe sob olhares mais atentos e aguçados.
E enquanto a luz amarelada do poste tingia a rua com sua penumbra disfarçada de borrões indistintos, a pequena árvore sem galhos tremulava para lá e para cá naquela noite friorenta e despida. Tão despida quanto a própria árvore, que perdeu suas folhas algumas semanas antes. Não, não foi a natureza, foi a mão do homem mais uma vez. Tanta sabedoria e tanta vilania podem coexistir em uma espécie só?
Você não viu aquele pequeno tornado que se formou ali? Mas minha nossa! Isso nunca aconteceu por aqui! Pois é, minha filha. Mas você sabia que se ele atingisse aquele prédio gigantesco ali poderia causar uma destruição de até dois quilômetros?
...
E a árvorezinha continua a morrer de frio na alma a cada dia que fica ali sob a luz amarelada da lâmpada do poste.
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quinta-feira, 26 de março de 2009
terça-feira, 25 de novembro de 2008
Impulsivo
O excesso de impulso provoca uma ebulição aqui dentro e eu já quero sair para o mundo, correr para um lugar onde só eu me entendo. Não é possível. Minha vontade era de sair quebrando tudo. Mas peraí? E daí?
E daí? Sai da frente, senão eu quebro mesmo. Brincadeira. Já relaxei.
De qualquer forma as coisas acontecem intensamente e é preciso não perder a oportunidade de continuar viajando no maravilhoso sonho, na carona da calda do cometa. Ou meteorito? Já não lembro mais.
Sério. Levo a vida a sério ou ela é quem me leva? Já não sei se sei e já não estou. De repente, trepo na árvore a abraço freneticamente. Fico ali parado, sentindo a vida brotar dela e de mim. É uma troca. Infinita e profícua.
Respirar fundo. Isto está tão difícil aqui nesses prédios sufocantes. Na minha pequena sala que tolda os meus movimentos também.
E daí? Sai da frente, senão eu quebro mesmo. Brincadeira. Já relaxei.
De qualquer forma as coisas acontecem intensamente e é preciso não perder a oportunidade de continuar viajando no maravilhoso sonho, na carona da calda do cometa. Ou meteorito? Já não lembro mais.
Sério. Levo a vida a sério ou ela é quem me leva? Já não sei se sei e já não estou. De repente, trepo na árvore a abraço freneticamente. Fico ali parado, sentindo a vida brotar dela e de mim. É uma troca. Infinita e profícua.
Respirar fundo. Isto está tão difícil aqui nesses prédios sufocantes. Na minha pequena sala que tolda os meus movimentos também.
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terça-feira, 21 de outubro de 2008
Encantado
Árvore. Natal. Luzes
Explosão. Fogo. Raios
Vazio. Deserto. Branco
Mar. Oceano. Chegada
Aparição. Virgem. Quente
Chuva. Pingos. Vendaval
Nove. Números. Navios
Redondo. Mundo. Galáxia
Príncipe. Esperança. Encantado
Luxúria. Cegueira. Gula
Fruta. Gostoso. Lembrança
Palavrão. Raiva. Descarrego
Pedido. Murmúrio. Lamento
Distração. Invertido. Viés
Sentidos. Imagem. Exploração
Dor. Feridas. Angústias
Degustação. Atenção. Suspiro
Final. Começo. Sílabas
Diagrama. Detenção. Emotivo
Caminho. Letra. Livro
Já! Férias...
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