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sexta-feira, 27 de março de 2009

A mulher das argolas

Ufa. Acabou. Mesmo depois de ter corrido que nem a Lola pela rua Tabapuã para vencer o tempo e o atraso, finalmente cumpri o que tinha de cumprir. Fiz o que tinha de fazer. E ainda por cima corri mais um pouquinho. Um ponto a mais para meu período saúde, saúde, saúde.

Mas o que me deixou perplexo mesmo foi aquela motorista no ônibus. Minha nossa! Ela era muito bonita para estar ali. Primeiro que a gente quase nunca vê mulheres dirigindo ônibus. Segundo que quando a gente vê, elas não são tão bonitas e delicadas assim. Pois ela era. E era bem engraçado ver a expressão das pessoas, sobretudo dos homens, quando entravam e se deparavam com ela ao volante, com suas grandes argolas brilhantes nas orelhas, o cabelo escuro e liso e luva preta na mão que empunhava o sistema de marcha do veículo.

Eu amo as mulheres, mas preciso confessar: naquele ônibus lotado, havia espaço de sobra para todo o despeito de algumas delas em relação à motorista. Uma moça boquejou: "Eu tento defender a categoria, mas ela não está ajudando". Só por quê o veículo teve um problema mecânico numa das subidas? Ah, faça-me o favor, minha senhora, e controle a inveja, pois ela mata, viu!

Mas o que ficou enfatizado mesmo foram os olhares e suspiros masculinos, que podem ser resumidos na onomatopéia Uia!

Arrasou mesmo, motorista. Volte sempre! Foi um prazer.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Necessidades

O que é certo? O que é regra? O que foi estabelecido? E por quem foi? Por nós? Desde criança? Quem disse? É sim. Então saia na rua pelada. Eu não. Nunca. Por quê?

Ué, mas eu mijo na rua. Mas você é homem.

E eu sou mulher.

Poizé. Ontem mesmo estava voltando para casa depois de tomar umas cervejinhas naquele bar ali [na verdade o bar era mais longe]. O ponto do ônibus estava vazio. Chovia naquela noite. Minha bexiga estava cheia já. Ninguém mandou eu abrir a torneira já no boteco. Mas eu não aguentei e coloquei para fora e fiz ali mesmo. Uma moça passou. De onde ela surgiu? Vai saber. Mas eu continuei no meu ato insano e descabido. Sim, descabido, mesmo sendo homem, a quem é legado vários privilégios. Fiz e desfiz. E fiquei satisfeito. Ah, como foi bom.

Foi tão bom quanto andar pela rua pelado. Ou nadar pelado no mar. Você já fez isso?

Então faça enquanto há tempo, vida e disposição juvenil.