O meu eu já não se encontra. Já não quer te receber. Não te quer mais. Entenda isso de uma vez por todas. Somente por agora. As emoções me assaltam. E me querem. E eu decido. Eu eu sorrio. E eu sou feliz, como nunca pensei que teria sido. Estou comigo. Aqui. Sem chorar. Seguindo em frente. Seguindo sempre adiante, pois é mais além que eu sempre vou querer ficar. A estrada e as ruas passam e eu fico imaginando coisas que vão acontecer daqui a pouco, daqui pra frente. Viajando no que ainda não aconteceu. Brisando na música que toca aqui no carro. Viagem. Sem comparação. Corporação. Corpo dito. Corpo calado. Corpo colado. Corpo lapidado. Dado. Dados. A dança dá o exemplo, te incita e te imita. E te envolve como se fosse o mais sacana dos amantes. Resolvi ficar por aqui. Não me arrependi. Hoje sou uma pessoa melhor. Hoje eu me quero melhor. Toco o meu corpo e já não sinto medo. Já me entendo. Já me desejo. Já me quero. Em busca da música que me fez viajar sem algemas, não a encontrei, mas continuo na viagem que escolhi. No meu barco. Na minha praia. Eu faço tudo e escrevo aqui na mente. Sempre estou escrevendo. Fotografando. Filmando. Construindo a história da minha estreia aqui neste mundo. Estou agindo. Estou transformando. Estou te amando mais do que eu mesmo. Estou aqui para você. Desfrute da minha sina. Viva. Viaje. Seja, antes de ter.
Seja. E tudo o mais será meros detalhes de bastidores.
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domingo, 18 de abril de 2010
quarta-feira, 10 de junho de 2009
Onomatopéias dançantes
Não foi bem esta palavra que eu havia pensado ontem à noite, mas foi a que me veio à cabeça agora. Fazer o quê? A memória é um fio que vai se encurtando a cada dia. O movimento do corpo e das ideias é necessário para a evolução de uma dimensão totalmente nova. É preciso experimentar. É preciso balançar. Não há salvação se não balançar. Ha-ha!
Os encontros acontecem diariamente. Mesmo que não sejam físicos, eles estão aí, a nos pregar peças e mais peças. E rever os velhos conceitos que enfiamos na bagagem desapercebidamente. Observar sinceramente é o segredo para não ter calos na mente. Outro dia deu uma travada, lá mesmo no meio da mente, e eu pensei que fosse um calo. Mas não era. Ufa! Ela só queria dormir porque estava exausta depois de sucessivas viagens pela crosta terrestre.
Mas então... as onomatopéias. Você já brincou de onomatopéias? Brinque! É tão lúdico que você nunca mais vai querer brincar de outra coisa. E eu falo sério, apesar de estar rindo aqui lembrando daqueles momentos... Bem, mas faz tempo que não brinco de onomatopéias dançantes. Alguém se candidata a balançar para lá e para cá no ritmo das lindíssimas onomatopéias (nome bonito e pomposo, não acha?)?
Os encontros acontecem diariamente. Mesmo que não sejam físicos, eles estão aí, a nos pregar peças e mais peças. E rever os velhos conceitos que enfiamos na bagagem desapercebidamente. Observar sinceramente é o segredo para não ter calos na mente. Outro dia deu uma travada, lá mesmo no meio da mente, e eu pensei que fosse um calo. Mas não era. Ufa! Ela só queria dormir porque estava exausta depois de sucessivas viagens pela crosta terrestre.
Mas então... as onomatopéias. Você já brincou de onomatopéias? Brinque! É tão lúdico que você nunca mais vai querer brincar de outra coisa. E eu falo sério, apesar de estar rindo aqui lembrando daqueles momentos... Bem, mas faz tempo que não brinco de onomatopéias dançantes. Alguém se candidata a balançar para lá e para cá no ritmo das lindíssimas onomatopéias (nome bonito e pomposo, não acha?)?
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segunda-feira, 27 de abril de 2009
Vento frio
Trin. Trin. Trin.
Não acha que já é a hora de decorar outro número de telefone? Talvez sim. Talvez não. Quem é que sabe as horas das coisas? Se soubéssemos, não teria a menor graça colocar o pé gelado no chão na manhã - ou madrugada? - de uma segundona preguiçosa.
As vírgulas nem sempre são colocadas em seus devidos lugares. Mas quem se importa? A vida hoje parece tão comum e blasé que as pessoas passam umas pelas outras sem se olharem, sem se notarem. Sem dançar ao som da música alta em um sábado eufórico fica mais difícil suportar o dia a dia cheio de "corriquices", que é a mistura de corriqueiro com esquisitices. Você é tão esquisito! Eu sou tão esquisito! O mundo é tão esquisito! Apenas a vida é normal. Tão normal que quando ela acaba, acabou para sempre.
Há vida depois do corpo? E quem disse que a vida é só corpo? E quem não tem alma? Morreu, acabou? Acabou, morreu? O fim é realmente o fim de tudo? Para quem pensa que a vida é apenas pão e água, lamento: morreu, acabou sim! Adeus.
Não acha que já é a hora de decorar outro número de telefone? Talvez sim. Talvez não. Quem é que sabe as horas das coisas? Se soubéssemos, não teria a menor graça colocar o pé gelado no chão na manhã - ou madrugada? - de uma segundona preguiçosa.
As vírgulas nem sempre são colocadas em seus devidos lugares. Mas quem se importa? A vida hoje parece tão comum e blasé que as pessoas passam umas pelas outras sem se olharem, sem se notarem. Sem dançar ao som da música alta em um sábado eufórico fica mais difícil suportar o dia a dia cheio de "corriquices", que é a mistura de corriqueiro com esquisitices. Você é tão esquisito! Eu sou tão esquisito! O mundo é tão esquisito! Apenas a vida é normal. Tão normal que quando ela acaba, acabou para sempre.
Há vida depois do corpo? E quem disse que a vida é só corpo? E quem não tem alma? Morreu, acabou? Acabou, morreu? O fim é realmente o fim de tudo? Para quem pensa que a vida é apenas pão e água, lamento: morreu, acabou sim! Adeus.
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terça-feira, 4 de novembro de 2008
O corpo, a mente, o índio...
O corpo vai, mas a mente fica. Ela perambula e zanza incansavelmente por aí. Falando nela, hoje está cheia de idéias. Disse que está alegre até. Ao ver uma senhora com dificuldades de locomoção, deu um estalo nela [a mente]. E já foi viajar por aí. Ela é tão independente e insaciável às vezes. Foi, mas voltou rapidamente. É brincalhona também. Ou será, que o corpo não agüentou de saudades? Ah, mas isso é muito para minha cabeça.
Eu vi um índio hoje. Ele andava por entre imensos prédios. Mas ele estava no chão. Não parecia perdido não. Pelo contrário: parecia ter finalmente se encontrado. Ou não. Cadê a sua floresta e o seu corpo nu? Quem foi que comeu? Quem foi que usurpou? Quem foi o assassino? Quem foi o maldito ser humano responsável por tamanha calamidade planetária? [Isso tudo é minha mente viajando de novo. Está impossível, viu?!]. Talvez ele pensasse tudo isso também. Talvez minha mente tenha trocado uma idéia com a dele. Vai saber né?
Uma garotinha no alto de seus três anos, no máximo, tagarelava palavras desconexas e complicadas. Pelo menos, eu não entendia. Será que perdi a capacidade de entender o incompreensível e essencialmente profundo? Provavelmente, a linda garotinha cor de jambo quisesse exercitar a fala sem perder mais tempo. Afinal de contas, foram anos inteiros sem conseguir se comunicar. Será que ela será apresentadora de TV? Ou mais uma solitária errante por essas bandas daqui?
O que seria dito hoje ficará, sem muxoxos e reclamações, para amanhã. Ou depois de amanhã. Só a danada da minha mente poderá dizer com toda a certeza. Ela não me confirmou, mas como a conheço, digo: é difícil que ela rumine por muito tempo uma idéia. Ela vomita bastante. Quase ininterruptamente. Coitadas daquelas que não vomitam. Talvez já nasçam congeladas e inertes.
Nem um sim, nem um não. Nem talvez. Muito menos a vez. Apenas a hora é chegada de dizer: ver é mais subjetivo do que sentir, pois uma coisa é anterior à outra. Esta é a ordem desordenada do mundo. E ponto final. Ou talvez reticências...
Eu vi um índio hoje. Ele andava por entre imensos prédios. Mas ele estava no chão. Não parecia perdido não. Pelo contrário: parecia ter finalmente se encontrado. Ou não. Cadê a sua floresta e o seu corpo nu? Quem foi que comeu? Quem foi que usurpou? Quem foi o assassino? Quem foi o maldito ser humano responsável por tamanha calamidade planetária? [Isso tudo é minha mente viajando de novo. Está impossível, viu?!]. Talvez ele pensasse tudo isso também. Talvez minha mente tenha trocado uma idéia com a dele. Vai saber né?
Uma garotinha no alto de seus três anos, no máximo, tagarelava palavras desconexas e complicadas. Pelo menos, eu não entendia. Será que perdi a capacidade de entender o incompreensível e essencialmente profundo? Provavelmente, a linda garotinha cor de jambo quisesse exercitar a fala sem perder mais tempo. Afinal de contas, foram anos inteiros sem conseguir se comunicar. Será que ela será apresentadora de TV? Ou mais uma solitária errante por essas bandas daqui?
O que seria dito hoje ficará, sem muxoxos e reclamações, para amanhã. Ou depois de amanhã. Só a danada da minha mente poderá dizer com toda a certeza. Ela não me confirmou, mas como a conheço, digo: é difícil que ela rumine por muito tempo uma idéia. Ela vomita bastante. Quase ininterruptamente. Coitadas daquelas que não vomitam. Talvez já nasçam congeladas e inertes.
Nem um sim, nem um não. Nem talvez. Muito menos a vez. Apenas a hora é chegada de dizer: ver é mais subjetivo do que sentir, pois uma coisa é anterior à outra. Esta é a ordem desordenada do mundo. E ponto final. Ou talvez reticências...
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