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quarta-feira, 29 de abril de 2009

Transborda felicidade danada!

A razão foi feita para esconder, e a emoção, para sentir. Sempre que penso racionalmente me embrulho num manto intransponível, me guardo e não me revelo nem a mim mesmo. Mas quem disse que eu consigo? Um ser emocional dos pés à cabeça não consegue disfarçar nem um olhar enviesado, muito menos a paixão que transmite com um simples aperto de mão, ou simplesmente com a energia que emana do seu corpo. Por isso, me declaro emocional até que a morte me separe da vida, ou a vida me separe da morte, como preferir.

A felicidade me visitou hoje. Ela meteu o pé na porta, escancarou-a, falou um ilustre palavrão e apontou o dedo em riste contra minha cara. Mas que atrevimento desconcertante e provocante, não? A beleza me emociona tanto, mas tanto, tanto, que eu nem sei medir nem remediar. Lágrimas vertem do meu rosto quando eu vejo a beleza, mesmo que ela não seja bela para você, para os outros e para elas ali.

Todos se surpreendem - outros reprovam e invejam - com meu ar contundente e feliz. Estranham ao ver meu riso de canto de boca. Mas sabe qual é a verdade? Me transbordo porque acho que estou quase cara a cara comigo mesmo.

Hoje eu me sinto tão eu...

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Rosa

Eu me emociono mais sozinho do que coletivamente. Individualista? Não! Apenas me sinto à vontade comigo mesmo para determinadas situações, e ainda assim é bem complicado. Posicionamento. É preciso tomar um lado e não ficar em cima do muro. É preciso buscar sempre, aproveitando tudo da melhor maneira, mesmo que a melhor maneira não seja a desejada e a esperada pelos outros e outros.

Risos e êxtase. Assim foi tudo. Tudo tão maravilhoso. Maravilhado pelas luzes. Elas me atingiram e emocionaram. A multidão também. O sonho realizado. De muitos. O começo e a chave de ouro. O futuro e o agora. A Rainha.

A extinção de mim mesmo só pode provocar um terremoto ou maremoto, ou ainda um grande vendaval. Ou talvez apenas uma neblina que vai cobrindo o pequeno vilarejo distante dos grandes prédios. Os seus moradores nunca viram construções tão grandes. A sua grandiosidade foi direcionada para as emoções do dia-a-dia.

Merecimento. O roubo do merecido suor. A apoteose de mostrar aquilo que se ama, aquilo que transforma e comove até o mais reles mortal anti-social e anti-emocional. Você me acha emocional?

Não. Apenas a sensibilidade que aflora diariamente em mim não pode ser controlada nem reprimida. Ela existe por ela mesma, independente da minha vontade.

Esplendor de viver. Eu quero comprar o algodão doce para adoçar ainda mais o meu dia. Quero um rosa. Ou uma rosa?