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sábado, 10 de janeiro de 2009
Aquele domingo...
De repente, se lembrou das sensações que sentiu naquele domingo à tarde. Era um dia muito ensolarado de dois anos atrás. Os instrumentos ainda não tinham chegado. O sol batia com força e sem piedade sobre nossas cabeças. Todos ali eram estranhos e ao mesmo tempo conhecidos, irmãos de uma mesma realidade. A percussão começou dali alguns instantes. Os novos alunos estavam maravilhados com o som e com a oportunidade de sugerir um novo percurso e trajeto para as suas vidas. A emancipação de suas almas em torno da transformação do lugar. A arte. Os amigos. As coisas boas da vida. As memórias. Os ritmos. Os acordes. As batidas. As sonoridades. O colorido de tudo aquilo. A respiração descompassada. O alongamento que despertou uma surpresa no corpo e interferiu diretamente no pensamento. Ali era o começo. Do quê? Ele não sabia. Só sabia que era algo novo e digno de esperança e sucesso. Do abraço e receptividade plena alcançada naquele círculo, a lembrança permanece ainda em carne viva. Firme e forte e temperada de muitos sambas e afoxés. Batucadas. Venha. Continue. Pois a batucada ainda pulsa aqui em minhas veias.
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terça-feira, 14 de outubro de 2008
Amigos típicos
Nos últimos dias meu inconsciente insiste em me colocar diante de despedidas. Os sonhos estão cada vez mais intensos e no outro dia eu lembro de pedaços, o que já é uma grande coisa. Pedaços de pessoas que partem, há muito tempo não vistas, não tocadas e não observadas com a doçura típica dos amigos mais especiais.
Se hoje fosse o último dia da existência humana, o que mais desejaria era botecar com as amigas no Zé. Os sonhos são muito loucos e quando me perseguem dessa forma durante todo o dia me faz ficar com a pulga atrás da orelha. Não é descabido não, eu os levo à sério. Mas é brincadeira como as coincidências não parecem ser coincidências se acompanhadas de um desejo íntimo, secreto e inconsciente.
O mormaço do dia infernal e tão abusado de quente fez com que tudo parecesse desabitado e morto. O silêncio provocou certo comichão e impaciência, pois denotava que lá fora as folhas estalavam ao ser queimadas pelos reflexos impiedosos do senhor Sol.
Masculino ou feminino? Não importa, o extremamente fundamental é a mente fincada no corpo, sem distinção de sexo.
Flexionando as pernas, sentiu e ouviu um ruído interno que reclamava do suor escorrendo pelas faces cheirosas pelo aroma do vento que cobria a pequena vila, destituída de políticos corruptos. Lá era o sonho, a utopia não tornada real. Não era sólida, era apenas uma indicação de inspiração contida em alguma essência espalhada por aí afora.
Durante o sono surgiram estas palavras. Dois pontos. Devem ter alguma ligação comigo e com hoje-ontem-amanhã também. Sei lá. Por via das dúvidas, elas estão aí. Porque aprendi, mesmo que tardiamente, que o amontoado de letras que formam palavras não deve ser reprimido nem minimizado. Então, estão aí de novo.
Fome. Famigerado. Factóide. Ficção. Facção. Faca. Fumegante. Fumaça. Furtado. Fraquejante. Fosco. Fundido. Fustigado. Fresco. Firula. Frutar. Florescer. Festar. Filmar. Fertilizar. Fracionar. Framboesa. Finalizar. Frangalhar. Frisar. Fósforo. Fogo. Facão. Fama. Forma. Fortaleza. Fissura. Frenético. Fogão. Fubá. Fosforescente. Fala. Formoso. Fé.
Se hoje fosse o último dia da existência humana, o que mais desejaria era botecar com as amigas no Zé. Os sonhos são muito loucos e quando me perseguem dessa forma durante todo o dia me faz ficar com a pulga atrás da orelha. Não é descabido não, eu os levo à sério. Mas é brincadeira como as coincidências não parecem ser coincidências se acompanhadas de um desejo íntimo, secreto e inconsciente.
O mormaço do dia infernal e tão abusado de quente fez com que tudo parecesse desabitado e morto. O silêncio provocou certo comichão e impaciência, pois denotava que lá fora as folhas estalavam ao ser queimadas pelos reflexos impiedosos do senhor Sol.
Masculino ou feminino? Não importa, o extremamente fundamental é a mente fincada no corpo, sem distinção de sexo.
Flexionando as pernas, sentiu e ouviu um ruído interno que reclamava do suor escorrendo pelas faces cheirosas pelo aroma do vento que cobria a pequena vila, destituída de políticos corruptos. Lá era o sonho, a utopia não tornada real. Não era sólida, era apenas uma indicação de inspiração contida em alguma essência espalhada por aí afora.
Durante o sono surgiram estas palavras. Dois pontos. Devem ter alguma ligação comigo e com hoje-ontem-amanhã também. Sei lá. Por via das dúvidas, elas estão aí. Porque aprendi, mesmo que tardiamente, que o amontoado de letras que formam palavras não deve ser reprimido nem minimizado. Então, estão aí de novo.
Fome. Famigerado. Factóide. Ficção. Facção. Faca. Fumegante. Fumaça. Furtado. Fraquejante. Fosco. Fundido. Fustigado. Fresco. Firula. Frutar. Florescer. Festar. Filmar. Fertilizar. Fracionar. Framboesa. Finalizar. Frangalhar. Frisar. Fósforo. Fogo. Facão. Fama. Forma. Fortaleza. Fissura. Frenético. Fogão. Fubá. Fosforescente. Fala. Formoso. Fé.
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