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terça-feira, 20 de outubro de 2009

Sem máscaras

19 de outubro. Quase noite. Ao som de música clássica (estou tomando gosto por discos!), devaneio sobre as águas chuvosas que caem sobre o meu teto, telhado. Ter você ao lado me faz feliz sempre. Mesmo quando você não está presente. Mesmo que você ainda não exista. A felicidade é feita de fórmulas, mas nenhuma delas é lá muito eficaz. Então o que fazer? Olhe para frente e perceba (sinta!) o quão bela e renovadora é a brisa que bate em seu rosto. Estamos no topo do mundo. Observe as casinhas lá embaixo. Olhe só aquela estradinha no meio da imensidão da floresta. Que nostálgico! Que campestre! Que pureza! Consigo até ver a cor do ar. Instantes degustados até o último suspiro. Tragados sem estragos. A fantasia não escondeu ninguém. Pelo contrário! Revelou ainda mais a sintonia de almas e a felicidade dos encontros certeiros. Os amigos estão aqui. Não do lado esquerdo do peito, mas no dia e no espaço de hoje. Não mais do que isso. Quero hoje e somente hoje, pois o amanhã é apenas uma invenção da mente humana. Só se É uma vez na vida. Então porque perder tempo com teias de aranha que não levam a nada? Que não revelam ninguém? Revele o que há de mais singelo aí dentro. O resto é uma reles consequência do meu e do seu ato. Ate-se a mim. A ele. A ela. A nós. A todos. Ate suas mãos. Ate seus pés. Só não ate sua alma e seus ideais. Eles jamais poderão ser encarcerados.

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Mais uma fantasia

Parece mentira, mas é tão real quanto às percepções construídas em relação ao mundo externo e controverso. O fato é que eu mergulho em mais uma de minhas fantasias, gostosas e enganosas, cheias de expectativas e medos. Medo do incerto e da decepção.

Mas para quê que se vive? Para ficar se escondendo num monte de receios e não-me-toques?

Não! Eu quero a vida, mesmo com todo os seus tapas e cuspidas. Pode cuspir e debochar. O meu deboche será ainda maior, em cada levantar e prosseguir viagem. Só assim poderei sentir dever cumprido para alcançar não sei o quê, não sei para quê. Só sei que é preciso alcançar e que nunca saberemos o que é buscado, o que está no fim da outra ponta do arco-íris.

Plint. Splot. Desliga. Dorme.

Só não ronque.