Sonhei tanta coisa em forma de pensamento que quase não me lembro de ter dormido profundamente. Estava à margem do eu sonolento e não pensava em mais nada, a não ser a vida. Ou seja, pensava sobre tudo. E quando pensava, logo queria escrever. Mas quem disse que eu lembro das coisas que me assaltaram durante o sono? Nada! Deveria ter um caderninho ao lado, porque a cada sobressalto eu ia lá e escrevia uma ou outra palavra. É, boa ideia. Quem sabe amanhã. Ou hoje à noite. Ou de madrugada. A vigília nem sempre é derradeira e finita.
Talvez fosse ansiedade. Talvez fosse a maturidade. Talvez fosse a precocidade. Talvez fosse os desejos ininterruptos. Talvez fosse a vontade insana de voar para longe. Talvez fosse a certeza de que o perto vale mais a pena. Mas por um momento tirei da cabeça os talvezes e mirei a certeza dentro de mim: é hoje, mais um ano, mais 365 dias. E aí? O que isso importa? No quê isso faz tanta diferença? Sei lá, essas indagações sempre estão pairando por aqui, mas não exigem respostas absolutas. Elas só são indagações. Mas o que é mais importante então?
As letras? As pessoas? Os amigos? O mundo? A confiança? O respeito? A vida? Tudo se encontra e se contradiz. Tudo sou eu a partir do momento que eu assumo que o eu é essencial para o coletivo. Que o eu está aqui não apenas para ser eu, mas para ser todos. Ser um cara de 30 e uma criança de 5. Ser um idoso de 80 e um jovem de 21 alucinado pelas expectativas de alcançar o infinito. Um suspiro e daqui a pouco serão mais 365 dias corridos, úteis e necessários. Mais 365 para repensar o meu papel aqui nestas esquinas fartas de vida e amor.
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quinta-feira, 25 de junho de 2009
quarta-feira, 3 de junho de 2009
Pensamentos involuntários
Crises existencialistas. Turbulências emocionais. Desequilíbrios insanos. Dias mal vividos. Tempestades que se anunciam no horizonte...
Ele se perguntava por que corria atrás de tanta coisa, atirava para todos os lados, suava todos os dias de sua vida para alcançar sonhos que talvez nem fossem seus, para no fim dar de cara com o nada, com a única certeza da vida: a morte. O sentido ele ainda procurava, mas tinha certeza que não encontraria em nenhuma esquina daquela cidade, mas dentro de si próprio. Ainda bem que ele descobriu isso a tempo...
Ainda bem.
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