Passo a mão no cabelo e sinto os fios bem macios. A nuca ainda está ali bem quentinha, entremeada com seus dedos longos e gostosos. Carinhosos. A atitude é pra quem tem. Mesmo que não saiba que tem. É preciso tê-la. Viver é uma questão de atitude. E não falo aqui de fortes e fracos. Balela. Falo de fazer ou deixar que os outros façam. Consegue perceber?
A lacuna muitas vezes é saudável, pois é a partir dela que se cria, recria e inventa um novo desenho, com diferentes traços daqueles que permearam o passado longínquo dos dias gelados de inverno. O caminho seguia direto para o rio, no qual adorávamos tomar banho. Era tão divertido. O trecho não era tão curto, mas a nossa felicidade fazia tudo parecer mais pulsante, mais colorido, mais vermelho. Era a vida. É a atitude que eu tava falando ali em cima.
Prestar contas a quem? Só devo fazer isso comigo mesmo, pois é o juiz mais rígido e intransponível, que não sossega enquanto não me joga contra a parede e aponta o dedo em riste contra minha bela face. A emoção de ouvir o som do piano ao longe me fez ver que não é preciso se preocupar com pequenas coisas, com sentimentos equivocados, com olhares maldosos.
Sou eu no meu eu descarregado em cada poro de minha pele.
Mostrando postagens com marcador rígido. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador rígido. Mostrar todas as postagens
terça-feira, 16 de dezembro de 2008
Assinar:
Postagens (Atom)