O cansaço toma conta e oprime cada vez mais aquele corpinho raquítico e frágil na existência avassaladora do dia-a-dia impiedoso. Não perdoa, não releva, o tempo passa cada vez mais veloz. E eu fico aqui sem saber como administrá-lo, como multiplicá-lo, desprezá-lo. Salvando um resto de sabor e aroma de melancia adocicado e cheio de permissividade. Eu quero.
Cartões foram jogados ao alto e as pulseiras de metal foram presas aos pulsos daqueles que se submetiam ao grotesco e grosseiro. Agora já não faz mais sentido nem vale a pena, terminou e não disse para onde ia, não houve rastros em seu caminho, não houve pistas que indicassem o seu paradeiro. Sempre foi confuso e perdido, mas não contava com aquela descoberta da trilha para o fim do mundo. Não. Era depois ainda do fim do mundo. Mas conseguimos chegar lá. É como se os tivessem jogado naquele mundaréu de descaso e fossem esquecidos à própria sorte, que pouquíssimas vezes bateu em sua porta.
Encancarou-a e meteu-se a besta. Não foi necessário nenhuma cerimônia. Foi entrando, se apresentando, se mostrando, se fazendo. Mas com uma humildade controversa ficou feliz de sentir um clima simpático e fresco. Era bem-vindo. Era querido e bem-vindo naquele lugar. Não se cansou de exclamar que gostaria de pertencer para todo o sempre a si mesmo e a todos. A todos os lugares onde pudesse encontrar o delírio das paixões que transcendem a compreensão desumana.
E por lá não ficou e foi descobrir o mundo. Tentar mudá-lo, talvez. Estava cansado naquela noite, mas jurou a si mesmo que não abandonaria a convicção de que aprenderia cada vez mais com os regalos da vida e as promessas soltas pelos corações desabrigados e maltratados. Havia sido encontrado, o que contribuiu para diminuir um pouco o desespero. Amanhã ele estará cada vez mais distante. Ele mesmo me segredou. Confie em mim.
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domingo, 7 de setembro de 2008
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