Apago tudo o que não me é mais conveniente. Apago até minha aparição de vez em quando, porque eu mesmo não me acho conveniente às vezes. Você já se sentiu inconveniente?
Mas estou tão intenso nos últimos dias que mal caibo em mim. Acordo até feliz. Sem preguiça. Trabalho até feliz. Mesmo pela manhã, quando a moleza toma conta até do cérebro. Que curioso!
O ronco não é nada mais do que eu enrustido em meus pensamentos profundos durante os sonhos mais loucos. Eu estou lembrando nos últimos dias. E isso é ótimo. Mas eles são tão frágeis quanto você. Quando menos espero, já se foi. Já fui. Já não estou. Já não lembro. Já não sonhei.
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terça-feira, 10 de março de 2009
terça-feira, 18 de novembro de 2008
Bons e boas
Boa surpresa. Bom descanso. Boa sorte. Boa competência. Boas escolhas. Boas oportunidades. Bom sucesso. Boa euforia. Bom estado de espírito. Bom espírito. Bom sorriso. Boa gargalhada. Bom olhar. Bom pensar. Bom carinho. Bom dia. Boa notícia. Boa nova. Bom velho. Bom assobio. Boa história. Bom treinamento. Bom talento. Boa chuva. Bom sono. Boa noite. Bom pôr-do-sol. Boa caminhada. Boa pescaria. Bom feriado. Boa tarde. Boa paquera. Bom tremor. Bom arrepio. Boa piscadela. Bom beijo. Boa boca. Bom abraço. Boa prova. Bom domínio. Boa imperfeição. Bom detalhe. Bom pressentimento. Boa lorota. Bom detectador. Bom espelho. Bom homem. Boa menina. Bom garoto. Boa criança. Bom domador. Boa mãe. Bom filho. Bom jovem. Boa senhora. Boa flor. Bom jardim. Boa varanda. Boa casa de praia. Bom mar. Boa ventura.
Boa serelepisse. Bem supimpa.
Boa serelepisse. Bem supimpa.
segunda-feira, 10 de novembro de 2008
A cabeça
O absurdo do absinto não experimentado na noite dançante e contagiante. Havia muita energia.
Saiu correndo. Havia terminado a noite especial. Porém, correu serelepe mesmo assim.
Feliz por ter realizado e posto um filho no mundo.
A minha cabeça é a minha cabeça e não posso fazer nada. Não gosta? Azar.
A decrepitude das coisas serve para deixar explícitas as novidades descabidas.
O sol abafou os murmúrios e torrou as más idéias. Aquelas que são totalmente dispensáveis.
Linha de trem. Calçadas. Escadas. Subidas íngremes. Morros. Vidas.
Saiu correndo. Havia terminado a noite especial. Porém, correu serelepe mesmo assim.
Feliz por ter realizado e posto um filho no mundo.
A minha cabeça é a minha cabeça e não posso fazer nada. Não gosta? Azar.
A decrepitude das coisas serve para deixar explícitas as novidades descabidas.
O sol abafou os murmúrios e torrou as más idéias. Aquelas que são totalmente dispensáveis.
Linha de trem. Calçadas. Escadas. Subidas íngremes. Morros. Vidas.
sexta-feira, 24 de outubro de 2008
Não me pegue! Hoje eu quero ser só [m]eu...
Tô me sentindo cheio de mim e quero enchê-lo um pouco com minha alegria transbordante e meu sorriso inebriante.
Reticências... Longa lacuna.
Estou bêbado da minha consciência. Agora há pouco a questionei e a felicitei por estar comigo nesses momentos racionais e fascinantes. Sou eu. Consigo me enxergar. Me sentir. Me apoderar de mim mesmo e alegrar o meu ser por ser eu mesmo e mais ninguém.
A letra mudou. Eu mudei. Estou sob o efeito do mais pungente sentimento de pertencimento ao corpo e à existência que habita nele. Os olhos regurgitam de palpitação apenas pela percepção de que estou aqui. E sou e sinto. E transpiro coisas boas e ruins. Mas o quê ou quem as definem?
Elas, as perguntas, ainda continuam firmes e fortes, e acredito piamente que sejam a minha constituição básica. Mas talvez você esteja se perguntando por que eu sou tão importante e escrevo tanto sobre mim. Não sou eu nem meus eus que vão te responder, pois eles não trazem explicações. Somente questionamentos latentes de uma alma errante, errada e redentora de suas próprias razões.
As características foram delineadas e compostas por densas beldades chamadas ardores e estertores do comichão que percorre o ser desde o calo do pé até os ferimentos da mente. Os dedos doem, mas a vontade segue galopante na sua luta contra o abatimento e a conformidade da vida.
O grupo talvez se desfaça e eu seja apenas eu. Mas a certeza prevalece. Não é a certeza de nada e o nada é arrematador. Ele te fere a fogo e joga as brasas para trás.
Lá no fundo de tuas abdicações terrestres.
Reticências... Longa lacuna.
Estou bêbado da minha consciência. Agora há pouco a questionei e a felicitei por estar comigo nesses momentos racionais e fascinantes. Sou eu. Consigo me enxergar. Me sentir. Me apoderar de mim mesmo e alegrar o meu ser por ser eu mesmo e mais ninguém.
A letra mudou. Eu mudei. Estou sob o efeito do mais pungente sentimento de pertencimento ao corpo e à existência que habita nele. Os olhos regurgitam de palpitação apenas pela percepção de que estou aqui. E sou e sinto. E transpiro coisas boas e ruins. Mas o quê ou quem as definem?
Elas, as perguntas, ainda continuam firmes e fortes, e acredito piamente que sejam a minha constituição básica. Mas talvez você esteja se perguntando por que eu sou tão importante e escrevo tanto sobre mim. Não sou eu nem meus eus que vão te responder, pois eles não trazem explicações. Somente questionamentos latentes de uma alma errante, errada e redentora de suas próprias razões.
As características foram delineadas e compostas por densas beldades chamadas ardores e estertores do comichão que percorre o ser desde o calo do pé até os ferimentos da mente. Os dedos doem, mas a vontade segue galopante na sua luta contra o abatimento e a conformidade da vida.
O grupo talvez se desfaça e eu seja apenas eu. Mas a certeza prevalece. Não é a certeza de nada e o nada é arrematador. Ele te fere a fogo e joga as brasas para trás.
Lá no fundo de tuas abdicações terrestres.
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