O absurdo do absinto não experimentado na noite dançante e contagiante. Havia muita energia.
Saiu correndo. Havia terminado a noite especial. Porém, correu serelepe mesmo assim.
Feliz por ter realizado e posto um filho no mundo.
A minha cabeça é a minha cabeça e não posso fazer nada. Não gosta? Azar.
A decrepitude das coisas serve para deixar explícitas as novidades descabidas.
O sol abafou os murmúrios e torrou as más idéias. Aquelas que são totalmente dispensáveis.
Linha de trem. Calçadas. Escadas. Subidas íngremes. Morros. Vidas.
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segunda-feira, 10 de novembro de 2008
quarta-feira, 29 de outubro de 2008
Ânsia
Ânsia de ansiedade que mais parece um jatinho em sua velocidade mais extrema. Assim sou eu hoje, com um monte de caraminholas na cabeça. Ela está a mil quilômetros por hora e não consegue parar. E vai lá e volta cá. Está impossível. Descontrolada. Desvairada. Que vai dar certo, até eu sei. Mas por que tem que ser tão difícil? A cada dia um novo respingo de imprevisto. Mas tá demais viu!
Pode vir. Estou pronto. Digo e digo de novo: VAI DAR CERTO.
Quanto menos se espera a esperança se enerva em você!
Pode vir. Estou pronto. Digo e digo de novo: VAI DAR CERTO.
Quanto menos se espera a esperança se enerva em você!
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domingo, 28 de setembro de 2008
Cabeça pesada
Os discursos são falácias e blá-blá-blás que não são digeridos, ficam lá e são usados para enganar os próprios oradores, pobres criaturas doentes e dementes. A cabeça já não processa aqueles dizeres empolados e mentirosos. Mentirosos!
Mas as festividades com pão e circo continuam firmes e fortes. A novela sagrada de todos os dias ameniza a dor de viver num país sem eira nem beira, mas com muitos fundos falsos cheios do rico dinheiro roubado descaradamente. Cruel. Abominável.
Mudando de assunto.
Sentir felicidade é como estar flutuando em pensamentos encorajados pela brisa da tarde despreocupada, cujo pano de fundo é o estonteante pôr-do-sol.
Como saber que a fragrância pertence à alma escolhida para ser cultivada por todo o caminho torto que é a vida?
Sabendo. Existem coisas inexplicáveis que nem a própria coisa consegue desenhar no quadro negro e deixar claro aquilo que antes era inebriado de trevas.
Mas as festividades com pão e circo continuam firmes e fortes. A novela sagrada de todos os dias ameniza a dor de viver num país sem eira nem beira, mas com muitos fundos falsos cheios do rico dinheiro roubado descaradamente. Cruel. Abominável.
Mudando de assunto.
Sentir felicidade é como estar flutuando em pensamentos encorajados pela brisa da tarde despreocupada, cujo pano de fundo é o estonteante pôr-do-sol.
Como saber que a fragrância pertence à alma escolhida para ser cultivada por todo o caminho torto que é a vida?
Sabendo. Existem coisas inexplicáveis que nem a própria coisa consegue desenhar no quadro negro e deixar claro aquilo que antes era inebriado de trevas.
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sábado, 20 de setembro de 2008
A desordem
Disse que estava ali, que veio apenas para designificar, dessintetizar, desintegrar, desordenar. Não havia sentido em nada, porque esta era a ordem da vida: a busca ininterrupta por ordenamento daquilo que nunca poderá ser arquivado em prateleiras empoeiradas e esquecidas para sempre.
No chão molhado pela chuva fina que caía naquela noite estrelada, o cheiro era agradável e tudo era convidativo para um novo reabrir de sonhos e desejos. Transportava-se de cabeça, corpo e alma para refúgios distantes do normal e corriqueiro, pressionava sua nuca contra a palma da mão esquerda e, dessa forma, sentia ela flutuar por lugares fulgurantes e de chamativos desígnios.
Você gosta disto porque é seu, é intrínseco. Está impregnado nos fios de cabelo rebelde e reabilitado com forças sobrenaturais e definitivas. O som não satisfazia, não soava bem aos ouvidos, mas ele tentava manter a tranqüilidade típica de um monge ensimesmado em seus hábitos levianos e levados pelos ardis do pecado inconfesso.
A princesinha entreabriu a janela e viu um resplandecente nascer do sol.
A primareva pedia passagem e explodia em cada poro das existências excêntricas e mal compreendidas.
Não será entendida nem decupada, muito menos filtrada em idéias retocadas e apresentadas como novidades nas vitrines de ambições deturpadas.
No chão molhado pela chuva fina que caía naquela noite estrelada, o cheiro era agradável e tudo era convidativo para um novo reabrir de sonhos e desejos. Transportava-se de cabeça, corpo e alma para refúgios distantes do normal e corriqueiro, pressionava sua nuca contra a palma da mão esquerda e, dessa forma, sentia ela flutuar por lugares fulgurantes e de chamativos desígnios.
Você gosta disto porque é seu, é intrínseco. Está impregnado nos fios de cabelo rebelde e reabilitado com forças sobrenaturais e definitivas. O som não satisfazia, não soava bem aos ouvidos, mas ele tentava manter a tranqüilidade típica de um monge ensimesmado em seus hábitos levianos e levados pelos ardis do pecado inconfesso.
A princesinha entreabriu a janela e viu um resplandecente nascer do sol.
A primareva pedia passagem e explodia em cada poro das existências excêntricas e mal compreendidas.
Não será entendida nem decupada, muito menos filtrada em idéias retocadas e apresentadas como novidades nas vitrines de ambições deturpadas.
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