Eu comi a carne. E ouço pingos de chuva no telhado. Quem será? O meu é de vidro! E o seu é derretido? Não, é como sabão. Parênteses: me sinto conversando comigo mesmo e ainda por cima sendo observado por um terceiro, que não passa de uma tremenda alucinação. As palavras pedem para dizer que elas se engalfinharam. Não sobrou uma viva para contar a história? E como seria sem elas? Não me sinto dono das minhas mãos agora. A direita está doendo. Pára! Esquizofrenia. Não é a primeira vez que salta por aqui esta ideia. Fico ouvindo sons dos meus neurônios e me sinto transcendendo outra galáxia. Será que sou de lá? Mas eu faço questão de ser por aqui mesmo. Esplêndido. Isso resume bem os meus últimos dias. Após leve desânimo, muito aprendizado e progresso. De almas, não de status. E os neurônios continuam frenéticos. Sou daqueles que ficam lentões e acelerados, além de gargalhante e gargalhado, depois disso aqui. Cada hora parece uma letra e uma pessoa. Veja isto. Vêm memórias de letras de colegas de escola esquecidos há muito, muito tempo. Imagino a vaca mugindo no pasto e fugindo, horrorizada, de mim. Deve ter algum motivo, não é? Afinal de contas, sou o seu maior predador. A vida é da boa e o meu amigo disse, como num estampido: "Tamo na vida é pra se fudê!" Não sei, acho que vou dormir... e tentar descobrir qual deles EU SOU.
Um dia não está sendo igual ao outro. Era isso que eu buscava.
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segunda-feira, 27 de julho de 2009
segunda-feira, 29 de setembro de 2008
Em outra galáxia
Pareço com uma parede branca e intocada à espera da pintura e de todas as figuras que serão desenhadas e imaginadas. As crianças ainda não chegaram com toda a sua peraltice sujando e brincando com os desenhos de suas mãos. Mas elas foram encomendadas, sinto isso. Um dia, elas ainda vão entrar por aquela porta ali, correndo e sorrindo de felicidade.
Hoje – voltando ao hoje – não estou em nenhum lugar, nem em mim mesmo. A sensação é de que acordei em outra galáxia recheada de promessas para o presente sem nostalgia do passado. Este novo mundo é tão quente e aconchegante que o sonho parece querer durar só mais um pouquinho, sem tempo nem obrigações urgentes.
De qualquer forma, o caminhar demonstrava que não havia direção certa, que o certo e o errado é uma construção temporal e autoritária, que nem percebemos conscientemente o que nos leva a realizar algumas ações ou deixar de fazer aquilo que sentimos vontade. Pois eu quero todas as vontades e desejos e que a bomba atômica seja jogada no monte de pecados inventados e levados a sério por meio de doutrinas vãs.
É fato que o fato foi expulso de forma agressiva e feroz e jogado a quilômetros de distância dos velhos valores que valeram por vários séculos saciados pelo preço da vingança levada à forra com vigor e maestria de um varão perpetuado por suas características caricatas e disponíveis de forma fatal nos olhos lançados e esperneados entre pés prostrados por terra terrificada por titubeantes tremores.
Hoje – voltando ao hoje – não estou em nenhum lugar, nem em mim mesmo. A sensação é de que acordei em outra galáxia recheada de promessas para o presente sem nostalgia do passado. Este novo mundo é tão quente e aconchegante que o sonho parece querer durar só mais um pouquinho, sem tempo nem obrigações urgentes.
De qualquer forma, o caminhar demonstrava que não havia direção certa, que o certo e o errado é uma construção temporal e autoritária, que nem percebemos conscientemente o que nos leva a realizar algumas ações ou deixar de fazer aquilo que sentimos vontade. Pois eu quero todas as vontades e desejos e que a bomba atômica seja jogada no monte de pecados inventados e levados a sério por meio de doutrinas vãs.
É fato que o fato foi expulso de forma agressiva e feroz e jogado a quilômetros de distância dos velhos valores que valeram por vários séculos saciados pelo preço da vingança levada à forra com vigor e maestria de um varão perpetuado por suas características caricatas e disponíveis de forma fatal nos olhos lançados e esperneados entre pés prostrados por terra terrificada por titubeantes tremores.
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