O desespero é mero reflexo de decisões precipitadas ou tomadas tardiamente. A mente é um ser em si mesmo, não dando lugar a interferências autoritárias e sem pé nem cabeça. Linda como só ela, não admite que remexa tanto com sua condição de calmaria e ebulição. Esses dois sempre conseguiram conviver em harmonia, mas sem pressa nem desacordos com o tempo. Não é preciso bater a cabeça na parede, tudo entra nos seus conformes. Se for para entrar, claro.
A recepção de mensagens subliminares provoca certa apreensão e receio, mas nada como uma boa noite de sono e o belo café da mamãe para reconfortar as idéias e fazer surgir um novo entusiasmo, mesmo que a manhã esteja chuvosa e nublada. Às vezes penso que passamos tanto tempo preocupados em aprender coisas novas, que não notamos que a própria vida é um eterno aprendizado. Já ouviram falar em aprender a viver? Com certeza, sim. Mas aprender a viver de acordo com o quê? Com quem? Com que valores e regras?
No entanto, a figuração de uma existência nunca pode ser encarada como uma coisa menor, pois ela está presente em boa parte dos vôos diários e imprevisíveis alçados em direção ao futuro, que é agora e já não é mais. Impressões que ficam e que, ao se desgrudarem do campo imaterial, repelem todo tipo de benfeitoria e compreensão entre os seres humanos. É o fim. Do começo.
O meio foi raptado e levado para uma terra distante conhecida como “Devagar e sempre”. Pode rir. Isso não vai deixar menos real a história que foi contada naquela noite iluminada, não só pelas chamejantes luzes dos candeeiros, mas também pela infinita Lua. Os elementos foram buscados onde não se acreditava ter mais vida, apenas desesperança. Engano. Mais um dentre tantos dispostos fulminantemente ao longo dos trilhos tristonhos e tensos da vida.
O disparo já não comove mais. Está longe. As pessoas dizem que não tem nada a ver com isso. Nessa hora, o desejo de esganar o infame assassino surge em muitas mentes. O sentimento é humano. Mas amanhã outro e outro e mais outro morre. E continuamos a morrer, como se fôssemos nada.
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sexta-feira, 17 de outubro de 2008
terça-feira, 7 de outubro de 2008
Tédio e meditação
Aquele parece este dia em que tudo denota um marasmo tão tranqüilo e entediado que até o relógio se contorce de pavor das horas e do percorrer dos ponteiros, mesmo que eles existam apenas imaginariamente. Que saudade da presença física dos pobres ponteiros, que deixava mais clara a urgência das ações e o corre-corre de corpos se debatendo entre si nas ruas infestadas de piolhos e pestes. Eles estão nos lugares menos óbvios.
Despertou do sono dos justos e abriu os olhos para um dia ainda nublado e horripilantemente feio. Sua vontade era de voltar para a cama quentinha e aconchegante. Mas batiam lá fora na janela de forma insistente e insolente. Era a vida cobrando ação e mostrando que mesmo nos dias nublados é preciso levantar e ir debater-se nos cruzamentos empilhados de gente. Uma pessoa estava e andava em cima da outra porque não havia mais espaço. A Terra já era pequena e a viagem para outros planetas ainda não era acessível para todos.
Com os olhos lacrimejando de sono e cansaço, já não podia mais prestar atenção ao essencial do que pulava aqui e ali à sua frente e pedia clemência para que o deixassem em paz com sua melancolia. Queria meditar, meditar, meditar até o seu cérebro começar a ferver por dentro e fazer uma grande fogueira de São João. Mas já passou! E daí? Façamos outras festas, inventemos mais uma, afinal de contas a vida é uma festa e a festa representa a vida insaciável que há dentro de nós.
Tenho medo da auto-ajuda, das palavras de consolo, dos bons conselhos, dos falsos amigos, da maré cheia, do fogo abrasador do sol, do esplendor magnífico da natureza. Tudo isso porque sou só e pequeno, pequeno e despido de mim mesmo diante de julgamentos pérfidos e nojentos. A julgar pelos próprios julgadores o resultado do julgamento não poderia ser outro, mas apenas um só, dentre tantos outros sóis: foram condenados a trabalhos forçados até que conseguissem não apontar o dedo imundo para corações tão puros e leais à essência instalada ali desde os anos mais longínquos.
Falar é difícil, mais complicado ainda é ouvir. Nem todos têm esse dom, essa habilidade, esse arroubo de realização do imprevisto. Não é privilégio, é apenas sucesso daqueles que se propuseram a vencer barreiras que pareciam intransponíveis e puderam ver o mundo de outro ângulo, criando seu próprio panorama, se inserindo de uma vez por todas nesse universo abalável e inacabado de estações passageiras e sentimentos etéreos e eternos.
Despertou do sono dos justos e abriu os olhos para um dia ainda nublado e horripilantemente feio. Sua vontade era de voltar para a cama quentinha e aconchegante. Mas batiam lá fora na janela de forma insistente e insolente. Era a vida cobrando ação e mostrando que mesmo nos dias nublados é preciso levantar e ir debater-se nos cruzamentos empilhados de gente. Uma pessoa estava e andava em cima da outra porque não havia mais espaço. A Terra já era pequena e a viagem para outros planetas ainda não era acessível para todos.
Com os olhos lacrimejando de sono e cansaço, já não podia mais prestar atenção ao essencial do que pulava aqui e ali à sua frente e pedia clemência para que o deixassem em paz com sua melancolia. Queria meditar, meditar, meditar até o seu cérebro começar a ferver por dentro e fazer uma grande fogueira de São João. Mas já passou! E daí? Façamos outras festas, inventemos mais uma, afinal de contas a vida é uma festa e a festa representa a vida insaciável que há dentro de nós.
Tenho medo da auto-ajuda, das palavras de consolo, dos bons conselhos, dos falsos amigos, da maré cheia, do fogo abrasador do sol, do esplendor magnífico da natureza. Tudo isso porque sou só e pequeno, pequeno e despido de mim mesmo diante de julgamentos pérfidos e nojentos. A julgar pelos próprios julgadores o resultado do julgamento não poderia ser outro, mas apenas um só, dentre tantos outros sóis: foram condenados a trabalhos forçados até que conseguissem não apontar o dedo imundo para corações tão puros e leais à essência instalada ali desde os anos mais longínquos.
Falar é difícil, mais complicado ainda é ouvir. Nem todos têm esse dom, essa habilidade, esse arroubo de realização do imprevisto. Não é privilégio, é apenas sucesso daqueles que se propuseram a vencer barreiras que pareciam intransponíveis e puderam ver o mundo de outro ângulo, criando seu próprio panorama, se inserindo de uma vez por todas nesse universo abalável e inacabado de estações passageiras e sentimentos etéreos e eternos.
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