A estrela pop brilhou e se apagou e voltou a brilhar de novo. No peito de milhares de pessoas. Mas isso eu deveria presenciar, pois além de tudo era isso que gostaria de presenciar. A paixão estampada no rosto das pessoas. Não importa o motivo da adoração, mas é preciso acreditar, sonhar, transcender o dia-a-dia monótono de nossas vidas. É preciso se levar menos a sério. Por quê? Porque não somos nada, apenas corpos andantes e pensantes no mundo complexado por si próprio, que já não encontra mais soluções viáveis. Mas pra quê a solução? A razão! A balbúrdia é tão mais interessante. Ha-ha.
Notícias expostas de uma vida sem brilho, mas com muita aparência construída em cima de falsidades ideológicas, personagens levados tão a sério que chegam a confundir até aos mais espertos. Nem os sábios distinguiram o que vinha lá ao longe. Eles não previram o futuro. Ainda não tinham apreendido e aprendido a arte da vida desregulada.
As luzes ofuscam a beleza comum e necessária à humanidade... Mas quem liga para a humanidade? Tudo é nada, e o pó se sobressai aos grandes sucessos e pensamentos positivos. Salve os escravos atuais de nosso mundo justamente injusto!
sexta-feira, 19 de dezembro de 2008
quinta-feira, 18 de dezembro de 2008
Imagine
Com seu violino a tira colo, ele ficou embasbacado com aquele som que pulsava do instrumento para as suas veias, e delas para o instrumento. Era algo mágico, perceptível. Em alguns momentos velozes era possível até enxergar o que o olho comum não consegue absorver. Não estou falando das notas musicais como a gente vê nos desenhos animados. Falo de uma coisa mais subjetiva. Consegue imaginar, não consegue?
A concentração desconcertou o espetáculo da vida que habitava debaixo da árvore sem folhas e sem frutos e sem vírgulas e sem pontos e sem conectivos e muito menos sem regras que não eram impostas de jeito nenhum pois o atrevimento não chegava a tanto no entanto e no portanto também os poréns apareceram e disseram que queriam saber o que ocorria por ali com todos os quês que eles tinham direito de assumir o risco de viver livremente sem rabos na língua e sem papas no preso.
Ou seria papas na língua e rabo preso? Ha-ha. Ainda bem que já está acabado.
A concentração desconcertou o espetáculo da vida que habitava debaixo da árvore sem folhas e sem frutos e sem vírgulas e sem pontos e sem conectivos e muito menos sem regras que não eram impostas de jeito nenhum pois o atrevimento não chegava a tanto no entanto e no portanto também os poréns apareceram e disseram que queriam saber o que ocorria por ali com todos os quês que eles tinham direito de assumir o risco de viver livremente sem rabos na língua e sem papas no preso.
Ou seria papas na língua e rabo preso? Ha-ha. Ainda bem que já está acabado.
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quarta-feira, 17 de dezembro de 2008
Tempeando
O tempo nunca foi nem nunca será o senhor dos meus dias. Ele tenta, mas eu destruo todos aqueles ponteirinhos ali, tá vendo? Não deixo de jeito nenhum ele se achegar pra perto de mim como se não quisesse nada. Mas ele quer. Quer sim. Quer tudo quanto é mais precioso para mim: os mais pequenos momentos saboreados na companhia de amáveis almas amigas e singelas, que não me pertencem, mas se ligam à minha por instantes rápidos como o relâmpago.
Sabia que essa história de brincadeiras infantis fica martelando na minha memória? Ah, a memória. Transpiro e transmito de dentro de mim todas essas palavras. Este é meu talento que não será roubado jamais. Elas, as palavras e as letras, são tão lindas que meus olhos chegam até a marejar neste momento. Falo sério, acredite! Olhe estes desenhos, estes contornos, estes versos transversais de mim mesmo, que me representam e são representados por meu olhar sobre as coisas, animadas ou inanimadas, não importa. As coisas!
O teto aqui está branco, completamente branco. Uma rachadura naquele canto ali me diz que nada é para sempre, nem perfeito. A perfeição é uma bobagem inventada para vender boas imagens de pessoas disfarçadamente boas. As luzes giram na velocidade do vento, que entorta a minha pele para todos os lados. Ele está incansável nesta noite gélida, enquanto olho para o mar desse mirante improvisado dentro de mim.
A liberdade.
Sabia que essa história de brincadeiras infantis fica martelando na minha memória? Ah, a memória. Transpiro e transmito de dentro de mim todas essas palavras. Este é meu talento que não será roubado jamais. Elas, as palavras e as letras, são tão lindas que meus olhos chegam até a marejar neste momento. Falo sério, acredite! Olhe estes desenhos, estes contornos, estes versos transversais de mim mesmo, que me representam e são representados por meu olhar sobre as coisas, animadas ou inanimadas, não importa. As coisas!
O teto aqui está branco, completamente branco. Uma rachadura naquele canto ali me diz que nada é para sempre, nem perfeito. A perfeição é uma bobagem inventada para vender boas imagens de pessoas disfarçadamente boas. As luzes giram na velocidade do vento, que entorta a minha pele para todos os lados. Ele está incansável nesta noite gélida, enquanto olho para o mar desse mirante improvisado dentro de mim.
A liberdade.
terça-feira, 16 de dezembro de 2008
Longos dedos
Passo a mão no cabelo e sinto os fios bem macios. A nuca ainda está ali bem quentinha, entremeada com seus dedos longos e gostosos. Carinhosos. A atitude é pra quem tem. Mesmo que não saiba que tem. É preciso tê-la. Viver é uma questão de atitude. E não falo aqui de fortes e fracos. Balela. Falo de fazer ou deixar que os outros façam. Consegue perceber?
A lacuna muitas vezes é saudável, pois é a partir dela que se cria, recria e inventa um novo desenho, com diferentes traços daqueles que permearam o passado longínquo dos dias gelados de inverno. O caminho seguia direto para o rio, no qual adorávamos tomar banho. Era tão divertido. O trecho não era tão curto, mas a nossa felicidade fazia tudo parecer mais pulsante, mais colorido, mais vermelho. Era a vida. É a atitude que eu tava falando ali em cima.
Prestar contas a quem? Só devo fazer isso comigo mesmo, pois é o juiz mais rígido e intransponível, que não sossega enquanto não me joga contra a parede e aponta o dedo em riste contra minha bela face. A emoção de ouvir o som do piano ao longe me fez ver que não é preciso se preocupar com pequenas coisas, com sentimentos equivocados, com olhares maldosos.
Sou eu no meu eu descarregado em cada poro de minha pele.
A lacuna muitas vezes é saudável, pois é a partir dela que se cria, recria e inventa um novo desenho, com diferentes traços daqueles que permearam o passado longínquo dos dias gelados de inverno. O caminho seguia direto para o rio, no qual adorávamos tomar banho. Era tão divertido. O trecho não era tão curto, mas a nossa felicidade fazia tudo parecer mais pulsante, mais colorido, mais vermelho. Era a vida. É a atitude que eu tava falando ali em cima.
Prestar contas a quem? Só devo fazer isso comigo mesmo, pois é o juiz mais rígido e intransponível, que não sossega enquanto não me joga contra a parede e aponta o dedo em riste contra minha bela face. A emoção de ouvir o som do piano ao longe me fez ver que não é preciso se preocupar com pequenas coisas, com sentimentos equivocados, com olhares maldosos.
Sou eu no meu eu descarregado em cada poro de minha pele.
domingo, 14 de dezembro de 2008
Submarino
Imerso em meus pensamentos, vejo tudo tão turvo. A falta de concentração me leva para mundos diferentes do meu. De mim só resta o eu interior, que vaga sem saber se sabe por onde quer ir. Porém só por um momento, pois em todos os outros é tudo tão claro como os corais no oceano da imensidão do tamanho das minhas dúvidas.
O clássico está no olhar singelo da criança sem cobrança e sem intenções. Ela é apenas ela, e só!
Se é que existe próxima reencarnação... Mesmo assim ele disse: quero nascer negão da próxima vez!
Será que ele vai ser atendido no seu pedido?
É...
O clássico está no olhar singelo da criança sem cobrança e sem intenções. Ela é apenas ela, e só!
Se é que existe próxima reencarnação... Mesmo assim ele disse: quero nascer negão da próxima vez!
Será que ele vai ser atendido no seu pedido?
É...
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sábado, 13 de dezembro de 2008
Cuba
Cuba sempre. Agora e sempre. Sua música e seu povo. Sua cultura e sua história. Suas lutas e suas conquitas. Seus beijos na boca entranhandos em cada sorriso de agradecimento. No belo caminhar da negra que não se cansa de dançar ao som da rumba. A ilha do Caribe parece não pestanejar quando se trata de lutar por suas memórias, principalmente as que já passaram. Mas lutam também pelas memórias do presente, do já, do hoje, do agora.
Mas o que seria o facínora? Deixo a pergunta no ar. Democracia? Será?
O sono parecia tomara conta de todo o vagão. As pessoas pareciam zumbis. Amanhã será outro dia? Quem foi que disse? Me diga! A felicidade não é para poucos, mas sim para a parcela mínima da parcela ínfima do mínimo, ou seja, do NADA.
Não precisa gritar? Quem foi que disse? Então continue calando a sua vontade. Sempre haverá outro para querer por você. Continue delegando o prazer de viver a outros. Você não é digno. Já pensou? Você não terá outra vida. Acredite! É agora ou agora. Você não tem opção. As opções não existem. Elas são apenas ilusões de mentes sedentas por respostas.
Como eu prefiro as perguntas, continuo vivendo ao meu bel-prazer.
Mas o que seria o facínora? Deixo a pergunta no ar. Democracia? Será?
O sono parecia tomara conta de todo o vagão. As pessoas pareciam zumbis. Amanhã será outro dia? Quem foi que disse? Me diga! A felicidade não é para poucos, mas sim para a parcela mínima da parcela ínfima do mínimo, ou seja, do NADA.
Não precisa gritar? Quem foi que disse? Então continue calando a sua vontade. Sempre haverá outro para querer por você. Continue delegando o prazer de viver a outros. Você não é digno. Já pensou? Você não terá outra vida. Acredite! É agora ou agora. Você não tem opção. As opções não existem. Elas são apenas ilusões de mentes sedentas por respostas.
Como eu prefiro as perguntas, continuo vivendo ao meu bel-prazer.
sexta-feira, 12 de dezembro de 2008
O cemitério
O cemitério exibia suas lápides super elaboradas e magníficas. Era um lugar bonito e mórbido. Claro que era mórbido não é, afinal de contas, era um cemitério. Nós que aqui estamos por vós esperamos. Que experiência marcante no primeiro ano de faculdade. Ah! Mas de onde eu via tudo aquilo a situação era pior. Muito, muito aperto. Era o transporte público, que eu continuava sentindo na pele. Até quando?
Até quando as pessoas vão se reduzir a pó para ganhar o pão de cada dia e ainda se submeter àquelas condições? Triste, deveras triste. Mas eu já me perco nos meus pensamentos e eles voam tão alto que eu nem sei mais por onde eles se enfiaram. Autonomia. Eles sempre reclamam por isso.
Preencher as lacunas que existem em mim mesmo é um desafio que vou levando adiante, até não poder mais arrastar esse fardo. Que Deus o carregue. Se é que ele existe!
Interrogação. Câmbio. Desliga. Épico. Heroísmo.
Agnóstico.
Até quando as pessoas vão se reduzir a pó para ganhar o pão de cada dia e ainda se submeter àquelas condições? Triste, deveras triste. Mas eu já me perco nos meus pensamentos e eles voam tão alto que eu nem sei mais por onde eles se enfiaram. Autonomia. Eles sempre reclamam por isso.
Preencher as lacunas que existem em mim mesmo é um desafio que vou levando adiante, até não poder mais arrastar esse fardo. Que Deus o carregue. Se é que ele existe!
Interrogação. Câmbio. Desliga. Épico. Heroísmo.
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