quinta-feira, 11 de junho de 2009

Sei não...

Não sei. Sei não... É difícil. Mas quem foi que disse que seria fácil?

Pareço intransponível até para mim mesmo, principalmente quando me olho no espelho...

As lágrimas podem descer, mas...

Enfim.

Fim.

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Onomatopéias dançantes

Não foi bem esta palavra que eu havia pensado ontem à noite, mas foi a que me veio à cabeça agora. Fazer o quê? A memória é um fio que vai se encurtando a cada dia. O movimento do corpo e das ideias é necessário para a evolução de uma dimensão totalmente nova. É preciso experimentar. É preciso balançar. Não há salvação se não balançar. Ha-ha!

Os encontros acontecem diariamente. Mesmo que não sejam físicos, eles estão aí, a nos pregar peças e mais peças. E rever os velhos conceitos que enfiamos na bagagem desapercebidamente. Observar sinceramente é o segredo para não ter calos na mente. Outro dia deu uma travada, lá mesmo no meio da mente, e eu pensei que fosse um calo. Mas não era. Ufa! Ela só queria dormir porque estava exausta depois de sucessivas viagens pela crosta terrestre.

Mas então... as onomatopéias. Você já brincou de onomatopéias? Brinque! É tão lúdico que você nunca mais vai querer brincar de outra coisa. E eu falo sério, apesar de estar rindo aqui lembrando daqueles momentos... Bem, mas faz tempo que não brinco de onomatopéias dançantes. Alguém se candidata a balançar para lá e para cá no ritmo das lindíssimas onomatopéias (nome bonito e pomposo, não acha?)?

domingo, 7 de junho de 2009

Sorriso da lua

À espera de alguém que me revele São Jorge e seu dragão, antigos habitantes da lua. Você sabe distinguir o desenho lendário? Nunca consegui... Eu também gostaria de imaginar outros traços e outras figuras. Será que posso? A lua está lá deslumbrante, não está? Então eu posso!

Como num estalo percebi que o sorriso precisa ficar estampado mais vezes em meu rosto. Não que tenha que rir de tudo, mas rir um pouco mais não matará ninguém. Pelo contrário, talvez até ressuscite.

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Acordes serenos

A flor da pele está na pele. Tudo no seu devido lugar. Se bem que a memória falha uma ou outra vez. Às vezes são muitas vezes mesmo. Mas o que fazer? Viver é esquecer. Esperança começa a bater tão velozmente quanto o coração em disparada. Sim, ele disparou e anunciou que ia durar o tanto que desse e pudesse. E que a felicidade estaria nele mesmo quando ela estivesse passeando por outras paragens. A sensação do novo nem sempre é tão nova assim. O novo é tão subjetivo que eu acabei de criar o novo e ninguém viu. Ninguém percebeu porque para aquele ninguém o meu novo era velho demais para os seus padrões, que, por sua vez, são tão antigos quanto o próprio mundo. E as outras galáxias? Você está sozinho aí de onde lê isso? É bem provável que não. E é quase certo que não. E os extraterrestres conseguem me ouvir e ver? Vai saber... é melhor não duvidar. Apesar de cético, resolveu que era melhor não duvidar do desconhecido. Este mesmo desconhecido que nos causa tanto espanto e nos coloca num patamar que nunca imaginamos habitar. A mesmice talvez faça isso mesmo com as pessoas. Elas ficam tão habituadas em suas habitações consideradas normais, que esquecem de ir habitar este mundão aí afora... Ah, mundão, espere aí que eu te alcanço. Se não hoje, amanhã com toda certeza que eu consegui colocar aqui na bolsa...

No sinal de trânsito

Penso e me levo para longe daí. Peno e me distancio cada vez mais de mim. Permaneço e mesmo assim consigo voar por entre as nuvens mais densas. Perco mas não consigo entregar os pontos. A saudade de alguns lábios não me fazem sentir dor, apenas esperança de que muitos outros deles voltarão a mim, não os mesmos, mas outros totalmente distintos e tão carinhosos e suculentos quanto aqueles. E novamente me pego pelas mãos e me bifurco por entre os caminhos congestionados, por entre os desabafos e as dolorosas cicatrizes que encontro pelas veredas. Não sei definir ao certo o que faço, só sei que faço. Pergunte à sua mente doida (se ela também o for) e verá que não há resultado, que a (in)sanidade não é como uma conta de subtração ou adição, ou ainda de multiplicação (divisão é mais difícil né?). Mas às vezes sinto a necessidade de escrever e viver sem pontos e vírgulas. Isso não é novo, eu sei, mas o que importa é sentir, mesmo que seja parodiando outras vidas e outros rumores. Estes me lembram sussurros que ouvia durante os sonhos mais angelicais, naquela época de pequenino adorável e horizontes fartos para serem digeridos. Então quando falta a atenção, ou as engrenagens da imaginação travam, eu continuo a permanecer, mas acredite: nunca estou parado. Nem ao menos no sinal de trânsito.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Pensamentos involuntários

Crises existencialistas. Turbulências emocionais. Desequilíbrios insanos. Dias mal vividos. Tempestades que se anunciam no horizonte... 

Ele se perguntava por que corria atrás de tanta coisa, atirava para todos os lados, suava todos os dias de sua vida para alcançar sonhos que talvez nem fossem seus, para no fim dar de cara com o nada, com a única certeza da vida: a morte. O sentido ele ainda procurava, mas tinha certeza que não encontraria em nenhuma esquina daquela cidade, mas dentro de si próprio. Ainda bem que ele descobriu isso a tempo... 

Ainda bem. 

terça-feira, 2 de junho de 2009

Pé gelado

Depois da freada brusca, a querida magrela se estatelou no chão, e seu dono teve o mesmo destino. Ou foi o contrário? Acho que eles se estatelaram ao mesmo tempo, intimamente. Porque até nisso eles são camaradas até o fim. Só lamentaram a destreza das pessoas em serem imprudentes, atravessando as ruas como se fossem apenas delas. Esquecem - e erram feio ao esquecer - que a rua é habitada por tantos objetos e é tão congestionada quanto uma feira livre.

- Ai, meu pé está tão gelado que quase não consigo andar.
- O vento está batendo forte. Ele realmente está forte hoje.
- Frio é uó, disse a outra.
- E essas mãos? Você as colocou na geladeira?
- E esse coração?
- O que é que tem?
- Também está gelado. Estou sentindo daqui...
- E essa música doida?
- O que é que tem?
- É bem doida. Você tem cada uma...
- É?
- Pois é.
- Então venha dançar coladinho...
- Agora?
- É, você está morrendo de frio aí, está até tilintando os dentes.
- Então venha... Vamos bailar.